Zahý Tentear

A cultura é uma das maneiras mais fortes de resistência e transformação que a gente tem. Ela é responsável por nos ajudar a manter viva a memória, as línguas, os modos de vida e as histórias dos nossos povos que por muito tempo foram ignoradas. A arte e o conhecimento dos primeiros habitantes deste território também são formas de organizar a vida, cuidar das relações e propor outras maneiras de convivência mais justas. Essas expressões culturais questionam estruturas autoritárias e centralizadoras e trazem outras referências para pensar o país. Sem essas vozes, a democracia fica incompleta. E uma democracia de verdade precisa ser guiada também por quem carrega seus modos próprios de pensar o coletivo, o território e a vida. Quero ver um Ministério da Cultura que olhe de verdade para as culturas indígenas, que fortaleça nossos fazeres e formas de existir sem encaixar tudo na lógica do mercado. Que invista na base, nas aldeias, nos territórios e na nossa educação, nos permitindo ser profissionais formadores de opinião, respeitando nossas tradições como criadores e pensadores — não só como temas exóticos

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